quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TUDO EM FAMILIA!!! A GOVERNADORA ROSEANA SARNEY MURAD, IGUALZINHA AO PREFEITO DIRINGA BAQUIL, GOVERNA EM FAMILIA. OS 235 MILHÕES CONTRATADOS COM A DUCOL, DO PRIMO HENRY DUAILIBE, MOSTRAM CLARAMENTE ISTO. ESCANDALOSAMENTE VERGONHOSO!!!!!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


ESCANDALOSAMENTE EM FAMILIA, A GOVERNADORA ROSEANA SARNEY MURAD ENTREGA OBRA DE 235 MILHÕES A DUCOL ENGENHARIA, EMPRESA DO PRIMO DE JORGE MURAD, O HENRY DUAILIBE. AGORA LASCOU!!!!! COMO DIRIA UM BLOGUEIRO DA CAPITAL...

Ducol, empresa do primo de Jorge Murad, arremata contrato de R$ 235 milhões

Roseana e Jorge Murad: tudo em família
Roseana e Jorge Murad: tudo em família
Nada contra Roseana asfaltar todas as MAs do estado, mas isso não significa que essas obras sejam para beneficiar os amigos, como é o caso da Ducol Engenharia, que pertence ao primo de Jorge Murad, marido de Roseana, Herney Duailibe.
A Ducol. que desde 2009 quando Roseana aplicou o golpe judicial e retomou o governo, já tinha recebido até 2013 R$ 169,7 milhões, começou 2014 superando todos os limites e em apenas um contrato celebrado pela Sinfra, comandada por Luís Fernando, no dia 21 de janeiro, faturou R$ 235.870.128,24.
Isso mesmo, apenas em janeiro deste ano a Ducol  arrematou muito mais do que em quatro anos do governo da esposa do primo.
O contratão é para construção e pavimentação das rodovias estaduais, MA 307 (Presidente Médice/Centro do Guilherme); MA 123 (Coelho Neto/Afonso Cunha); MA 278 (Barão do Grajaú/São Francisco do Maranhão); MA 318 (Bom Jardim/São João do Carú); e MA 282 (Lagoa do Mato/Gavião), segundo extrato publicado no Diário Oficial.
Além de juntar várias obras em um só contrato para a mesma empresa, por coincidência do primo do marido, Roseana ainda estabeleceu dois anos para que elas sejam concluídas.
Um negócio e tanto. A empresa arremata várias obras e tem um prazo longo para cumpri-las, em uma espécie de cadastro de reserva, independente de sua capacidade em realizar todas ao mesmo tempo
O extrato publicado no D.O. não especifica quantos quilometros de estradas há entre cada município citado, tão pouco o blog sabe calcular se os valores cobrados  correspondem à realidade.
Mas sabe que é muito dinheiro e que essas obras poderiam ser diluídas republicamente entre várias empresas.
Mas nenhuma outra possui no sangue o que a Ducol possui…
Veja o contrato:
RESENHA DO CONTRATO No 003/2014 – UGCC/SINFRA. PRO- CESSO No: 0209152/2013 – SINFRA. DAS PARTES: O Estado do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Estado da Infraestrutura – SINFRA e a empresa DUCOL Engenharia Ltda. DO OBJETO: Execu- ção de obras e serviços de engenharia visando a construção e pavimen- tação das Rodovias Estaduais: MA’s 307(Presidente Medici/Centro do Guilherme); 123(Coelho Neto/Afonso Cunha); 278(Barão do Grajáu/ São Francisco do Maranhão); 318(Bom Jardim/ São João do Carú); 282(Lagoa do Mato/Gavião). DO VALOR E DA DOTAÇÃO ORÇA- MENTÁRIA: O valor global do presente contrato é de R$ 235.870.128,24 (duzentos e trinta e cinco milhões, oitocentos e seten- ta mil, cento e vinte e oito reais e vinte e quatro centavos). As despesas decorrentes deste contrato correrão à conta da seguinte Dotação Orça- mentária: PTRES: 26782053130930001; FONTE: 0114000000; ND: 449051; UGR: 530101; PI: VM-MA-307; VM-MA-123; VM-MA- 278; VM-MA-318; VM-MA-282. DO PRAZO DE VIGÊNCIA E EXECUÇÃO: O prazo de vigência e de execução do presente contrato será de 24 (vinte e quatro meses) meses, contados à partir da emissão da ordem de serviço. DATA DA ASSINATURA: 21 de janeiro de 2014. BASE LEGAL: Lei no 9.579/12 e a Lei 8.666/93 e suas alterações. São Luís, 22 de janeiro de 2014. ASSINATURAS: Marília da Conceição Gomes da Silva, pela SINFRA e José de Ribamar Teixeira Vasconcelos, pela empresa Ducol Engenharia Ltda. ARQUIVAMENTO: Pasta no 008, sob o no. 04, em 22.01.2014, da Unidade Gestora de Contratos e Convê- nios/SINFRA. MÁRCIA GEÓRGIA COSTA CANTANHEDE – Gestora de Contratos e Convênios/SINFRA
PUBLICADO PELO BLOG DO GARRONE

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

POPULAÇÃO DO MARANHÃO REJEITA GOVERNADORA ROSEANA SARNEY PARA O SENADO DA REPUBLICA.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

GOVERNADORA ROSEANA SARNEY TEM A MAIOR REJEIÇÃO PARA O SENADO: MAIS DE 55% DA POPULAÇÃO NÃO A QUER SENADORA DA REPÚBLICA OUTRA VEZ. É O FIM TRISTE DO GOVERNO, QUE SEGUNDO A PRÓPRIA GOVERNANTE, SERIA O MELHOR DE SUA VIDA. PELO VISTO, O POVO ESTÁ DIZENDO QUE É O PIOR. TRISTE E LASTIMÁVEL!!

Roseana tem rejeição superior a 55% para o Senado

Roseana: a maior rejeição já registrada em uma disputa majoritária
Roseana: a maior rejeição já registrada em uma disputa majoritária
A governadora Roseana Sarney aparece na pesquisa DataM divulgada ontem pela TV Cidade com mais de 55% de rejeição ma disputa para o Senado. Esse percentual é um dos maiores já registrado na disputa na eleição majoritária. Em outros quatro cenários, o vice-prefeito, Roberto Rocha (PSB), aparece liderando a pesquisa. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o protocolo 003/2014. Foram ouvidos 1,5 mil eleitores em 58 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Sobre rejeição, os números da pesquisa DataM mostram que a governadora Roseana Sarney somou 56% da opinião dos entrevistados, uma das maiores já registrada entre candidatos ao Senado. Dutra aparece com 11,7% seguido por Roberto Rocha com 6,5% e Gastão Vieira com 1,7%. Não sabe somou 17,5% e qualquer um, 1,7%.
Cenários – Nos cenários de disputa entre os pré-candidatos, Roberto Rocha aparece em vantagem em todos eles. No primeiro cenário, aparecem na disputa Roberto Rocha, Roseana Sarney e o deputado Domingos Dutra (SDD). Roberto Rocha ficou com 25,2% seguido por Roseana com 20,7% e Dutra com 20%. Nenhum dos candidatos somou 15% e não sabe ou não respondeu, 18,3%.
No cenário dois, é colocado na disputa com Gastão Vieira (PMDB) no lugar da governadora Roseana Sarney. Rocha aparece com 26,1% contra 19,7% de Dutra e 13,4% de Gastão. Nenhum dos indicados somou 17,5% e não sabe, 23,3%.
Já no confronto direto entre Roseana Sarney e Roberto Rocha, o levantamento mostra que Rocha com 38,8% contra 21% de Roseana. Uma vantagem superior a 17%. Nenhum dos candidatos aparece com 20,9% das opiniões e 19,3% disse que não sabe ou não respondeu.
Outro cenário de confronto direto foi feito na pesquisa da Data M. Desta vez na disputa entre Rocha e Gastão Vieira, o primeiro aparece com 36,4% contra 16,9%. Não sabe somou 24,5% e nenhum dos candidatos, 22,2%.
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FONTE  BLOG DO GARRONE

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

COMEÇA A CORRIDA ELEITORAL DE 2014. FLÁVIO DINO LARGA NA FRENTE E DEIXA SEUS CONCORRENTES BEM DISTANTES DA VITORIA.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PRIMEIRA PESQUISA REGISTRADA NO TSE PARA AS ELEIÇÕES DE 2014 NO MARANHÃO, APONTA FLÁVIO DINO NA LIDERANÇA COM MAIS DE 40 PONTOS PERCENTUAIS A FRENTE DOS DEMAIS CONCORRENTES. E A REJEIÇÃO DA GOVERNADORA ROSEANA SARNEY SOBE E FAZ SEU CANDIDATO CAIR. COMEÇA DE FATO A CORRIDA ELEITORAL!!!


Pesquisa Data M mostra Flávio Dino com 55,3% e Luis Fernando com 13,7%

A TV Cidade (filiada Rede Record) divulgou, na noite desta segunda-feira (3), nova pesquisa para o governo do Maranhão. De acordo com a consulta realizada pelo Instituto Data M, o presidente da Embratur Flávio Dino (PCdoB) segue na liderança das intenções de voto com 55,3%, seguido por Luis Fernando Silva (PMDB, secretário de Infraestrutura do Estado), que obteve 13,7% das intenções. A deputada Eliziane Gama (PPS) ficou na terceira posição, registrando 6,9%. Os que declaram não votar em Nenhum dos candidatos somaram 7,7% e os que não souberam responder NS/NR representaram 16,4% dos entrevistados.
A aferição, realizada entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2014, mostra que Dino tem 41,6 pontos percentuais à frente de Luis Fernando, candidato do grupo Sarney.
Já na pesquisa espontânea, quando os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados ao entrevistado, Flávio Dino lidera, obtendo 29,1%, Luís Fernando 5,1%, Roseana Sarney 2% e Eliziane Gama 1,3%.
Quando é colocado somente os dois candidatos melhores colocados, Flávio Dino desponta com 58,3%, contra 15,5% de Luis Fernando. A diferença é de 42,8 pontos percentuais.
Ou seja, Flávio Dino tem 41,6 pontos de vantagem sobre Luis Fernando no cenário com Eliziane. Sem ela, a diferença sobe para 42,8 pontos.
A pesquisa foi realizada em 58 cidades de todas as regiões do Maranhão. O Data M ouviu 1.500 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Rejeição
Luís Fernando é rejeitado por 28,7% dos eleitores, Eliziane Gama chega a 17,3%, Roberto Rocha (13,2%) e Flávio Dino (10%).
Senado
Para o Senado Federal, o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB) surge na frente com 25,2% das intenções de votos. A governadora Roseana Sarney (PMDB), bastante desgastada perante a opinião pública, vem logo em seguida, alcançando 20,7%. Colado na governadora, aparece o deputado federal Domingos Dutra (SDD), com 20,0%. Não votariam em nenhum deles somam 15,8% e não sabem ou não responderam somam 15,3%.
Se a disputa fosse entre os candidatos da oposição e Gastão Vieira (PMDB), a disputa pelo Senado teria Roberto Rocha na dianteira com 26,1%, Domingos Dutra com 19,7% e Gastão Vieira com 13,4%. Não votariam em nenhum deles é 17,5% e não sabem ou não responderam, 23,3%.
Somente entre dois candidatos, Roberto Rocha amplia a vantagem para 38,8%, contra 21% de Roseana Sarney. Não votariam em nenhum (20,9%) e Não sabem ou não responderam (19,3%). Entre Rocha e Gastão, o cenário ficaria com 36,4% para Rocha e 16,9% Gastão. Nenhum deles (22,2%) e não sabem ou não responderam (24,5%).
Rejeição
No quesito rejeição, quando é perguntado “De todos os pré-candidatos a senador, em qual deles o Sr.(a) NÃO votaria de jeito nenhum?”, eis o resultado: Roseana Sarney 56%; Domingos Dutra 11,7%, Roberto Rocha 6,5% e Gastão Vieira 6,5%.
Confira os gráficos abaixo de como ficou a composição da pesquisa:
Governo estimulada
Pesquisa11-300x224
Se a eleição fosse somente entre Flavio Dino e Luis Fernando, os números são os seguintes:
Pesquisa2-300x227
Senado
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A pesquisa foi registrada no dia 29/01/2014 pelo Sistema DESQELE do TSE sob protocolo MA-00003/2014.

Roseana Sarney tem gestão reprovada por 68,7% da população

Pesquisa Data M divulgada na noite desta segunda-feira (13), aponta que 68,7% da população maranhense reprova o governo de Roseana Sarney (PMDB), enquanto que 24,5% dos entrevistados aprovam. Os que não opinaram ou não souberam responder NS/NR representaram 6,9%.
Destes, 36,1% dos entrevistados classificam o governo Roseana Sarney como “péssimo”. Para 16,3% da população o governo da filha de Sarney é “ruim”, enquanto 31,4% dos entrevistados consideram a administração “regular”. Já o quesito Ótimo (2,9%) e Bom (12,1%) somam apenas 15% que avaliam como positiva a gestão de Roseana. NS/NR 1,3%.
Perguntado se o Maranhão está no rumo certo ou no rumo errado, 76,7% dos maranhenses disseram que no rumo errado e somente 14,9% declararam no rumo certo. Não sabe/Não responderam 8,4%.
Quando aplicada a pergunta “O Senhor concorda que a família Sarney ainda é necessária ao povo do Maranhão”, 72,3% responderam que discordam e 21,6% concordam. 6,1% não opinaram.
A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2013, em 58 cidades de todas as regiões do Maranhão. O Instituto Data M ouviu 1.500 pessoas.
Aprovação x reprovação 
Aprovação Roseana (2)
Avaliação
avaliação Roseana (2)
FONTE: JONH CUTRIM

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

GOVERNO DO ESTADO SERA O GESTOR DOS RECURSOS DESTINADOS A ESCOLA COMUNITARIA N.S.DE FATIMA. PREFEITO DE TUTOIA NAO PODERA MAIS DESVIAR . A JUSTICA DEVERA MANDAR PAGAR O ATRASADO.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Prefeito Diringa Baquil não terá mais a oportunidade de desviar recursos da Escola Nossa Senhora de Fátima




Escola N.S. de Fátima: Dezenas e dezenas de cidadãos e cidadãs se dão às mãos na luta pelos direitos desta escola símbolo para todos nós da maior vitima atual de uma perseguição doentia de um gestor que ao querer submeter pessoas aos seus valores distorcidos quanto a obter votos ou apoios sob a pressão econômica e financeira. Esta Escola, agora, encontra-se na sua fase final, quanto a ter seus direitos reconhecidos, após uma luta sem precedentes do seu Diretor Regino e especialmente da solidariedade do seu corpo administrativo e dos seus professores, dos seus alunos e pais e dos demais cidadãos sensibilizados com este grave problema.

 A Escola N.S. de Fátima encontra-se subordinada ao sistema do Estado do Maranhão e não mais do Município de Tutóia, uma solução encontrada após o enfrentamento do radicalismo da gestora da educação e do prefeito em desviar e não repassar de forma alguma os recursos federais desta escola. No último trimestre de 2013 foi travada uma luta para vincular a Escola N.S. de Fátima diretamente ao Estado do Maranhão, uma solução para não mais permitir que o dinheiro dos seus alunos fosse recebidos pelo prefeito de Tutóia. 

Esta transferência teve êxito, apesar das perseguições. Os recursos da educação dos alunos desta escola estão sendo enviados para o governo do Estado do Maranhão e não mais para as mãos do prefeito.

O diretor da escola o Sr. Regino, Igor e sua diretoria têm envidados todos os esforços possíveis para terem os seus direitos tão desrespeitados como nunca já registrado em toda a nossa história.

 Na terceira semana de janeiro/2014, assessorando a Escola estivemos na secretaria de educação verificando aspectos administrativos e agora estamos retornando objetivando concluirmos estas ações. o exemplo de coragem e determinação da Direção desta escola, especialmente do seu Diretor Presidente Regino, dos seus professores e demais funcionários, dos pais e dos seus alunos e da comunidade permitiram chegarmos a esta etapa para a solução deste problema. A partir deste mês (fevereiro/2014), se espera com todas as nossas forças que a Escola N. de Fátima terá os seus direitos respeitados... Quanto aos recursos desviados durante os anos de 2012 e 2013 a justiça terá a oportunidade de se pronunciar na ação impetrada pelo M.Público.

Texto de Chico Canavieira.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A CORRUPÇÃO É A MAIOR DESGRAÇA E FAZ MUITO MAL AO POVO BRASILEIRO!



Segundo a uma pesquisa da Federação   das indústrias do estado de São Paulo, pesar de o Brasil ser a sexta economia no mundo, o país perde 50 Bilhões de reais por ano em corrupção. Um número equivalente 1,38% de toda a riqueza produzida no País.

Assista o vídeo: 




domingo, 12 de janeiro de 2014

A BARBÁRIE NO MARANHÃO É O FIM DO GOVERNO QUE DEVERIA SER " O MELHOR DA VIDA DE ROSEANA SARNEY, SEGUNDO SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS". VERGONHA INTERNACIONAL!!!!

domingo, 12 de janeiro de 2014


TRISTE E LASTIMÁVEL FIM PARA ESTE, QUE SERIA "O MELHOR GOVERNO DA VIDA DE ROSEANA SARNEY", SEGUNDO AFIRMAÇÃO DA PRÓPRIA GOVERNADORA DO MARANHÃO. VERGONHA INTERNACIONAL!!!

ESTÁ NA REVISTA VEJA DESTA SEMANA

A vitória da barbárie no Maranhão

Como o desgoverno de anos resultou nos horrores dos últimos dias, desde os bandidos degolados na penitenciária até a menina Ana Clara, de 6 anos, que morreu queimada, vítima de ataque criminoso a um ônibus urbano

Leslie Leitão e Alana Rizzo
A vida da menina Ana Clara Santos Souza nunca deveria ter cruzado a de W.T.F., o bandido conhecido como Porca Preta, que aparece na foto abaixo empunhando um revólver. Aos 6 anos de idade, Ana Clara se preparava para ir à escola pela primeira vez. Adorava vestir-se de princesa e andar de bicicleta. Tinha acabado de dispensar as rodinhas da sua, e por esse motivo andava muito orgulhosa. Era um universo sem ponto de contato com o mundo sinistro habitado por Porca Preta. O bandido, de 17 anos, é um dos membros do Bonde dos 40, a sanguinária facção criminosa que disputa o mercado de drogas de São Luís e domina parte das cadeias do Maranhão à base de métodos que incluem a decapitação de adversários e o estupro de suas mulheres. O que fez com que Ana Clara e Porca Preta se encontrassem no último dia 3 não foi o azar, mas uma combinação de duas tragédias: a situação nacionalmente calamitosa das prisões brasileiras e a gestão particularmente funesta do problema pelo governo do Maranhão, onde o descaso, o apadrinhamento e o descontrole elevaram o horror a uma escala nunca vista.
Parte desse horror transbordou na semana retrasada para uma rua da periferia da capital maranhense. Da prisão de Pedrinhas, partiu a ordem para que bandidos atacassem ônibus em circulação na cidade em represália à entrada da Polícia Militar na cadeia depois de mais uma rebelião sangrenta. Um dos alvos escolhidos foi o carro em que haviam embarcado Ana Clara, sua mãe, Juliane Souza, e a irmã de 1 ano, Lorane. Porca Preta foi o encarregado de render o motorista, enquanto seus comparsas espalhavam gasolina no interior do veículo. Juliane, internada em estado grave, contou à mãe o que houve em seguida. Segundo disse, ela e as filhas já estavam na porta de entrada quando alguém riscou um fósforo e o ônibus explodiu em chamas. As três foram atingidas. Juliane atirou-se sobre a caçula e, com as costas e os braços queimando, rastejou com ela por baixo da roleta em direção à porta de trás. Achava que a filha mais velha a seguia. Ana Clara, no entanto, havia se desgarrado e permaneceu na parte da frente, onde as chamas ardiam altas. Com 95% do corpo queimado, ela ainda conseguiu sair do carro. São excruciantes as imagens feitas pelas câmeras de segurança do ônibus, que mostram a menina perambulando em choque, sozinha, com o corpo em chamas. Ana Clara morreu na última segunda-feira.
“O Maranhão vai muito bem”, disse três dias depois a governadora do estado, Roseana Sarney, em entrevista coletiva. “Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes.” A entrevista girou em torno da série de motins no Complexo de Pedrinhas, que deu origem ao ataque ao ônibus em que viajava Ana Clara e, em 2013, resultou em sessenta presos mortos, ao menos cinco degolados. Roseana disse ainda que o que houve em Pedrinhas foi “inexplicável”. A governadora conseguiu errar em cheio em todas as declarações. Primeiro, o Maranhão, estado que sua família governa há cinco décadas, não vai nada bem. Tem o segundo pior índice de analfabetismo do Brasil e a pior renda per capita. Seu IDH só perde para o de Alagoas, e a mortalidade infantil é a segunda maior do país. Depois, o que aconteceu em Pedrinhas está longe de ser inexplicável.
A administração do complexo, como a de todas as prisões do estado, foi terceirizada para duas empresas - uma delas pertence a um velho apaniguado dos Sarney: Luís Cantanhede Fernandes. Sócio de Jorge Murad, marido da governadora, ele foi o homem que, em 2002, saiu em socorro da então candidata à Presidência Roseana depois que a Polícia Federal encontrou 1,3 milhão de reais em dinheiro vivo no escritório da Lunus, consultoria dela e de Murad. Na tentativa de livrar do naufrágio a candidatura de Roseana, Cantanhede assinou às pressas um contrato fajuto de empréstimo para justificar a origem da dinheirama. No ano passado, sua empresa, a Atlântica Segurança - juntamente com a VTI, de Fortaleza -, recebeu 71 milhões de reais para cuidar das cadeias do Maranhão. Nenhuma das duas tinha experiência no ramo.
A decisão de contratar empresas como essas para cuidar de um setor tão explosivo não chega a surpreender, tendo partido de uma governante cuja família há tanto tempo se dedica a cuidar com desvelo de assuntos de seu próprio interesse e de seus amigos. O que escandaliza no episódio é o fato de esses contratos terem sido mantidos mesmo diante dos resultados colhidos. O inferno de Pedrinhas supera com folga tudo o que já se viu no trágico cenário das cadeias brasileiras.
Manoel Marques - Reprodução - Francisco Silva/Jornal Pequeno
TUDO E MAIS UM POUCO - Nada do que existe no Complexo de Pedrinhas é estranho ao sistema penitenciário brasileiro, mas lá tudo é exacerbado: as instalações são imundas (foto à esq.) e tomadas por lixo e ratos, o despreparo e a corrupção entre os agentes podem ser medidos pela dimensão dos arsenais encontrados a cada revista mais rigorosa (ao centro) e o domínio de facções criminosas que disputam o controle do tráfico resulta frequentemente em batalhas sangrentas. A última, em 17 de dezembro, terminou com três presos decapitados e torturados (à dir.)
TUDO E MAIS UM POUCO - Nada do que existe no Complexo de Pedrinhas é estranho ao sistema penitenciário brasileiro, mas lá tudo é exacerbado: as instalações são imundas (foto à esq.) e tomadas por lixo e ratos, o despreparo e a corrupção entre os agentes podem ser medidos pela dimensão dos arsenais encontrados a cada revista mais rigorosa (ao centro) e o domínio de facções criminosas que disputam o controle do tráfico resulta frequentemente em batalhas sangrentas. A última, em 17 de dezembro, terminou com três presos decapitados e torturados (à dir.)
Na semana passada, a reportagem de VEJA percorreu cinco das oito unidades do complexo - com capacidade para 1 500 presos e população de 2  700. Nas celas de 6 metros quadrados espre­mem-se até dez homens, obrigados a disputar espaço com os ratos, atraídos pelos detritos acumulados em pilhas por todo canto. No pátio de uma das cadeias do complexo, o esgoto a céu aberto se mistura a montes de entulho e mato crescido. Algumas paredes dão a impressão de que poderiam ser derrubadas com um chute, de tão decrépitas.
Mas a parte das instalações em Pedrinhas ainda é melhor do que a de segurança. Os monitores encarregados de revistar os presos e administrar as visitas têm treinamento de uma semana e salário de 900 reais, menos de um terço do que ganham os agentes penitenciários do estado. Para aferir a eficiência do modelo, basta olhar a foto do arsenal apreendido em uma recente invasão da polícia: mais de 300 facas, facões e canivetes, além de munição para pistolas. Celulares circulam abertamente, e a cantina do complexo - que vende até cerveja - está sob o controle dos detentos. Os líderes das duas facções reinantes - o Primeiro Comando do Maranhão e o Bonde dos 40 - decidem quem vive e quem morre dentro da cadeia. E morre-se muito lá. No fim da matança mais recente, em 17 de dezembro, os presos se encarregaram de produzir e divulgar imagens estarrecedoras. Um dos vídeos mostrava corpos sobre o chão cobertos de ferimentos e sem alguns pedaços da pele. Três deles tiveram a cabeça cortada e elas foram colocadas lado a lado. Em uma das fotos que constam de trechos inéditos do relatório feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao qual a reportagem de VEJA teve acesso, um detento separa do corpo uma cabeça decapitada e a segura pelos cabelos, como um troféu. Em outra, dois homens chutam essa mesma cabeça de um lado para o outro, como se estivessem jogando futebol. O relatório inclui ainda a foto de pedaços de um corpo encontrado no lixo de Pedrinhas e dispostos sobre a bancada do Instituto Médico-Legal de São Luís - mais uma provável vítima do método conhecido em Pedrinhas como “picadinho”, destinado a fazer “desaparecer” corpos.
O acirramento das disputas entre as facções maranhenses e o banho de sangue que ele produziu no interior das penitenciárias não pegaram de surpresa o governo de Roseana Sarney. Inquéritos policiais instaurados em 2008 já indicavam alguns dos horrores em curso nos presídios. Em 2010, o CNJ fez a Roseana uma série de recomendações para conter a violência nas cadeias. Repetiu-as, em vão, em 2011. Em 2012, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, pediu à governadora que recebesse representantes do CNJ. Foi ignorado. Nos últimos dois anos, a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal recebeu 157 denúncias sobre o sistema penitenciário do Maranhão, das quais 46 sobre tortura. “Inexplicável”, governadora?
Cadeias são um mal necessário. Prender bandidos tem, sim, influência direta na queda da criminalidade. Essa correlação já havia sido verificada em diversos trabalhos internacionais. No ano passado, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou um estudo feito em mais de 5 000 municípios de todos os estados brasileiros com dados de nove anos. O trabalho concluiu que, para cada elevação de 10% no número de presos, o de assassinatos diminui 0,5%, em média. Escrevem os pesquisadores: “Os resultados comprovam que prender mais bandidos e aumentar o policiamento são armas válidas para reduzir a taxa de homicídios, independentemente do que ocorra com outras variáveis socioeconômicas”.
Acontece que, desde o fim do século XVIII, o suplício deixou de ser uma prática aceitável. A punição aos criminosos perdeu a característica de “vingança social” para incorporar a de “reforma do indivíduo”. O objetivo passou a ser prender para evitar novos crimes e reduzir a reincidência. À luz desses conceitos, confinar o preso em jaulas onde não se deixaria um animal é, inclusive, contraproducente, como atesta um estudo recente da Itália. Ele analisou a vida em liberdade de 25 000 presos soltos em 2006 para abrandar o superlotado sistema carcerário daquele país. Os que tinham saído de presídios com uma alta taxa de mortes eram mais propensos a cometer novos crimes. Na fórmula matemática do estudo, o crescimento de 1 ponto nas mortes per capita atrás das grades aumenta em 4,2% a probabilidade de o criminoso ser pego novamente em delito. Mais do que ineficaz para os propósitos a que se destina, o tratamento degradante dos sentenciados extrapola o contrato firmado com a Justiça. Aos condenados, reserva-se a pena de reclusão, não o inferno.
Marlene Bergamo/Folhapress
LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR - Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar. A governadora (ao lado do ministro José Eduardo Cardozo) entregou a administração dos presídios do estado ao amigo e sócio da família que, em 2002, a socorreu quando a PF encontrou 1,3 milhão de reais na sede da empresa de seu marido
LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR - Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar. A governadora (ao lado do ministro José Eduardo Cardozo) entregou a administração dos presídios do estado ao amigo e sócio da família que, em 2002, a socorreu quando a PF encontrou 1,3 milhão de reais na sede da empresa de seu marido
Para o Palácio do Planalto, o governo do Maranhão está despreparado para resolver sozinho a crise no sistema carcerário estadual. A gestão sofreria de “autismo” e de “completo distanciamento da realidade”, como teria demonstrado a licitação para compra de lagosta e outros quitutes, suspensa depois de revelada pela Folha de S.Paulo e substituída por outra... que solicita caviar e uísque escocês. Embora assessores de Dilma Rousseff digam que Roseana Sarney perdeu capital eleitoral, a presidente não pretende dispensar o apoio da governadora e de seu pai, o ex-presidente do Senado e cacique peemedebista José Sarney. Foi por isso que a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, evitou defender a intervenção federal no estado e foi por esse motivo também que, diante de tanto sangue derramado em território maranhense, Dilma limitou suas manifestações a uma lacônica mensagem postada na sexta-feira no Twitter. O texto diz que ela acompanha “com atenção a questão da segurança no Maranhão”. Ana Clara não andará mais de bicicleta, não se vestirá de novo de princesa nem irá à escola neste ano pela primeira vez. Mas é tranquilizador saber que a presidente acompanha tudo com atenção. E que o Maranhão vai muito bem, obrigado.
Com reportagem de Alexandre Aragão, Pieter Zalis, Cintia Thomaz e Daniel Pereira

É exceção, mas devia ser regra

Ordem, disciplina, atividades e instalações
decentes. Essa prisão existe e fica no Brasil
Carlos Alberto
CELA PARA QUATRO - Cada preso tem sua cama: parece óbvio, mas é raridade
CELA PARA QUATRO - Cada preso tem sua cama: parece óbvio, mas é raridade
​No Brasil das prisões sujas, depredadas e superlotadas, o complexo penitenciário de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, é a exceção que deveria ser a norma. Construído e administrado por uma parceria público-privada, em um ano de funcionamento a primeira unidade, com 672 detentos, é um primor simplesmente por fazer (bem) o que tem de ser feito. No espaço de 17 000 metros quadrados, as portas abrem e fecham eletronicamente. A segurança interna está a cargo de monitores treinados e munidos de cassetete. Nas revistas de cela (no mínimo, uma vez por mês), eles são acompanhados por agentes penitenciários da equipe que fica de prontidão do lado de fora. Só anda armado quem patrulha as guaritas e a área externa. Há dois diretores, um do consórcio privado e outro do estado.
Os presos podem estudar e trabalhar, como em qualquer prisão, com a diferença de que, em Ribeirão das Neves, as duas coisas de fato acontecem. Nas salas de aula, com retroprojetor e móveis novos, revezam-se quinze professores. Nas oficinas, os detentos fazem macacões, capas de chuva, calçados e, ironicamente, alarmes para residências. No posto de saúde, com médicos, dentistas e psicólogos, as consultas têm hora marcada. Nos pátios, no banho de sol, TVs exibem canais por assinatura. As celas para quatro pessoas têm quatro camas - óbvio, mas raridade no país. “Em todo presídio por onde passei antes, dividia cela com mais de vinte”, diz Douglas Costa, 27 anos, preso por tráfico. O cheiro predominante é - surpresa - o de produtos de limpeza. Os presos almoçam dentro das celas, e a comida, embora um pouco sem sal, está longe de ser a gororoba intragável das prisões. Na última quinta-feira, o cardápio, elaborado por uma nutricionista, incluía arroz, feijão, farofa, linguiça e salada. De sobremesa, gelatina.
O Estado repassa ao GPA, consórcio de cinco empresas com experiência na área, 2 700 reais por detento, mas desconta qualquer deslize. Lâmpada queimada que não for trocada, menos 150 reais. Preso pego com celular (nunca aconteceu), 6 500 reais. Fuga (houve uma), 11 000 reais. Até o fim do ano serão cinco unidades funcionando, a um custo de 380 milhões de reais. O presídio só deve começar a dar lucro a partir de 2028. O contrato vai até 2036. Preenchidos os requisitos básicos, as reivindicações mudam de nível. Em 2013, os presos de uma ala fizeram greve de fome de um dia por televisão em todas as celas, banho quente nos quartos de visitas íntimas e o direito de receber xampu, esponja e creme. Só não conseguiram as TVs.

Cecília Ritto

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014